Ok, vamos considerar que você tem um tumor no cérebro do tamanho de uma laranja (lembrando que a laranja corresponde ao tamanho do tumor, não do seu cérebro). Seguindo um silogismo simples, uma vez que você não é fã do NX Zero não pretende morrer tão cedo, logo, vai atrás de um tratamento. Eis que se depara com duas situações:No canto direito do ringue, pesando uma pós-graduação e uma vida inteira dedicada ao tema você tem um neurocirurgião, que lhe recomenda uma cirurgia de remoção e um tratamento minucioso, com posterior combinação de tratamento químico e terapêutico.
No canto direito do ringue, portando uma garrafa de cachaça, um conhecimento enciclopédico sobre a grade da Globo e ostentando uma indiferença absoluta sobre tumores cerebrais e sua culinária exótica, temos uma bancada composta por um funileiro, dois cantores sertanejos, um juiz de futebol, quatro adolescentes histéricas e um pai-de-santo te recomendam que você reze três pai-nossos, tome um copo de água com vinagre de ponta-cabeça, coloque um dente de alho embaixo do travesseiro antes de deitar e dance a dança do quadrado assim que acordar. Ah, claro, usando uma cueca vermelha tingida no sangue de uma sapa grávida.
E aí, você segue quem?
..............................................?
...................?
....................................?
........................?
...............................?
Se você escolheu ouvir o médico, então meus parabéns, você é uma pessoa anti-democrática!

Afinal, porque raios o seu tumor seria mais importante do que os rumos políticos, econômicos, sociais e culturais de toda a nação?
Fato é: o caso ilustrado pela bancada da segunda situação é aplicável em duas vias: eleitores e governantes.
Na primeira via, a dos eleitores, temos que engolir nosso orgulho besta e aceitar o fato de que o Brasil, de modo geral, é composto por uma imensa micareta de analfabetos políticos. Nós (eu não sou “nós”, e se você leu até aqui, provavelmente também não seja, mas o seu cunhado corinthiano de chinelo e regata certamente é!) não gostamos de assistir a debates, e se assistimos não entendemos nada. Não lemos jornal (quadrinhos, horóscopo e programação de cinema nããão cooon-taaaam), assistimos o jornal nacional só pra esperar a janta ficar pronta e não nos lembramos dos candidatos em que votamos na última vez (a maioria não lembra nem de quem concorreu. Faça uma pesquisa aí na sua casa, pergunte o nome de quatro candidatos a presidência da última eleição. Uma bala Juquinha pra quem tiver um resultado animador). Logo, somos um povo incapaz de eleger corretamente. Mais vale, então, a opinião de um cientista político, sociólogo ou economista do que a de quatrocentos fãs da Hebe.
Na segunda via, a nossa (do seu cunhado comedor de Fandangos) incapacidade de acompanhar, interpretar e avaliar a política nacional colocou num terno bonitinho vereadores como Netinho de Paula, o jogador Túlio Maravilha, Frank Aguiar, Aguinaldo Timóteo... Mas o grande campeão da vez foi mesmo o travesti dançarino de pagode Leo Kret do Brasil, o quarto candidato mais votado em Salvador. Ô, se coronel ACM tivesse vivo ainda, rancava-lhe o coro à pexera... E a política nacional ainda é tão séria que foi por muito pouco que não elegemos figuras de alto nível como Sérgio Malandro, Rita Cadillac, Gretchen (meu deus, como foi que deixaram o Zeca Urubu fazer um filme pornô??), cinco ex-BBB's, o ex-artilheiro do corinthias Dinei, Kid Bengala... o freak show é enooooorme... veja você, menina, que em São Paulo o Maluf teve uma votação mais expressiva que a Soninha!
Antes que venham os moralistas, os fãs da Lya Luft e as aberrações pseudo-marxistas à lá Loser-manos me ferver em óleo e alcachofras, aviso que não sou um totalitário elitista preconceituoso qualquer. Como bom anarquista (não Antanquista. Vide Wikipédia), sou totalmente a favor do poder nas mãos do povo. No entanto, a “democracia” como a temos decididamente NÃO É um regime que coloca poder nas mãos do povo. É antes um engodo pra engabelar ilusoriamente um povo, que fica alegrinho achando que assim fez a “sua parte” para um país mais bonitinho, fofo e miguxo. Qualquer relação de poder vertical ou representatividade é naturalmente anti-democrática, e blábláblá.
Mas enfim, foda-se, não é a ideologia política que importa aqui, e sim a crítica desmesurada e preconceituosa. Pra opiniões sérias, ligue no disk-Zúnica 24h, com o número do seu boleto de pagamento em mãos, que eu explico de onde vem a revolução e pra onde foi a sua filha/irmã/namorada/melhor amiga sábado passado.

Voltando à vaca fria, qual seria a situação pra mudar o país? Mude-se! Eu sou Brasileiro e não desisto nunca da minha cidadania européia. Mas já que a passagem é cara, o negócio é mesmo pegar uns livros, desligar a televisão um pouco e se ligar nos políticos do seu país (que fique bem claro: SEU país), trabalhar pra tentar alavancar a educação de pelo menos uma pessoa (seu cunhado fã de Zeca Pagodinho é um bom começo) pra que um dia o prefeito seja um nome mais conhecido na sua cidade do que o técnico da seleção, e nós não tenhamos mais que ver a cara nojenta do Leo Áquila no horário político em plena hora do jantar.
Já é algum progresso...
Fato é: o caso ilustrado pela bancada da segunda situação é aplicável em duas vias: eleitores e governantes.
Na primeira via, a dos eleitores, temos que engolir nosso orgulho besta e aceitar o fato de que o Brasil, de modo geral, é composto por uma imensa micareta de analfabetos políticos. Nós (eu não sou “nós”, e se você leu até aqui, provavelmente também não seja, mas o seu cunhado corinthiano de chinelo e regata certamente é!) não gostamos de assistir a debates, e se assistimos não entendemos nada. Não lemos jornal (quadrinhos, horóscopo e programação de cinema nããão cooon-taaaam), assistimos o jornal nacional só pra esperar a janta ficar pronta e não nos lembramos dos candidatos em que votamos na última vez (a maioria não lembra nem de quem concorreu. Faça uma pesquisa aí na sua casa, pergunte o nome de quatro candidatos a presidência da última eleição. Uma bala Juquinha pra quem tiver um resultado animador). Logo, somos um povo incapaz de eleger corretamente. Mais vale, então, a opinião de um cientista político, sociólogo ou economista do que a de quatrocentos fãs da Hebe.
Na segunda via, a nossa (do seu cunhado comedor de Fandangos) incapacidade de acompanhar, interpretar e avaliar a política nacional colocou num terno bonitinho vereadores como Netinho de Paula, o jogador Túlio Maravilha, Frank Aguiar, Aguinaldo Timóteo... Mas o grande campeão da vez foi mesmo o travesti dançarino de pagode Leo Kret do Brasil, o quarto candidato mais votado em Salvador. Ô, se coronel ACM tivesse vivo ainda, rancava-lhe o coro à pexera... E a política nacional ainda é tão séria que foi por muito pouco que não elegemos figuras de alto nível como Sérgio Malandro, Rita Cadillac, Gretchen (meu deus, como foi que deixaram o Zeca Urubu fazer um filme pornô??), cinco ex-BBB's, o ex-artilheiro do corinthias Dinei, Kid Bengala... o freak show é enooooorme... veja você, menina, que em São Paulo o Maluf teve uma votação mais expressiva que a Soninha!
Antes que venham os moralistas, os fãs da Lya Luft e as aberrações pseudo-marxistas à lá Loser-manos me ferver em óleo e alcachofras, aviso que não sou um totalitário elitista preconceituoso qualquer. Como bom anarquista (não Antanquista. Vide Wikipédia), sou totalmente a favor do poder nas mãos do povo. No entanto, a “democracia” como a temos decididamente NÃO É um regime que coloca poder nas mãos do povo. É antes um engodo pra engabelar ilusoriamente um povo, que fica alegrinho achando que assim fez a “sua parte” para um país mais bonitinho, fofo e miguxo. Qualquer relação de poder vertical ou representatividade é naturalmente anti-democrática, e blábláblá.
Mas enfim, foda-se, não é a ideologia política que importa aqui, e sim a crítica desmesurada e preconceituosa. Pra opiniões sérias, ligue no disk-Zúnica 24h, com o número do seu boleto de pagamento em mãos, que eu explico de onde vem a revolução e pra onde foi a sua filha/irmã/namorada/melhor amiga sábado passado.
Voltando à vaca fria, qual seria a situação pra mudar o país? Mude-se! Eu sou Brasileiro e não desisto nunca da minha cidadania européia. Mas já que a passagem é cara, o negócio é mesmo pegar uns livros, desligar a televisão um pouco e se ligar nos políticos do seu país (que fique bem claro: SEU país), trabalhar pra tentar alavancar a educação de pelo menos uma pessoa (seu cunhado fã de Zeca Pagodinho é um bom começo) pra que um dia o prefeito seja um nome mais conhecido na sua cidade do que o técnico da seleção, e nós não tenhamos mais que ver a cara nojenta do Leo Áquila no horário político em plena hora do jantar.
Já é algum progresso...
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